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Violência

Oito feridos em tiroteio em escola secundária na França; estudante é detido com armas

Crime aconteceu em Grasse, no sudeste do país

Oito pessoas ficaram feridas nesta quinta-feira (16) em um tiroteio ocorrido em um colégio secundário de Grasse, sudeste da França, e que tinha como alvo o diretor da instituição. Um aluno do estabelecimento, de 17 anos, armado com um fuzil, duas pistolas e duas granadas, foi detido depois do incidente registrado na escola secundária Tocqueville, informou uma fonte judicial, pedindo para não ser identificada.

"Suspeito aparentemente sofre de problemas psicológicos", afirmou o presidente da região, Christian Estrosi. As informações ainda são contraditórias sobre se o suspeito agiu sozinho ou com a ajuda de uma segunda pessoa. A polícia indicou em um primeiro momento que estava procurando um cúmplice foragido. Outra fonte policial, no entanto, disse que o estudante agiu sozinho.

Segundo um comunicado da prefeitura de Grasse, dois alunos dispararam contra o diretor. Este último e outros dois estudantes sofreram ferimentos leves e um terceiro aluno teve uma crise nervosa, segundo Estrosi.

Como medida de segurança, as autoridades ordenaram o fechamento de todos os centros escolares desta localidade conhecida por seus perfumes e situada 40 km a oeste de Nice. Alunos, professores e funcionários receberam ordem de ficar dentro das escolas. "Aos alunos pedimos que fiquem na escola e se acalmem", informaram as autoridades locais.

Funcionários públicos locais disseram que vários alunos chegaram a fugir e procuraram refúgio em um supermercado próximo, o que acabou criando pânico e rumores de um ataque. O secretário de Educação de Nice, Emmanuel Ethis, também pediu aos pais que não vão buscar seus filhos nas escolas, garantindo que os alunos se encontram em segurança.

A França se encontra em estado de emergência depois de uma onda de atentados jihadistas que deixou 238 desde janeiro de 2015. Neste caso, no entanto, a investigação não está orientada para uma hipótese terrorista. Desde o início das aulas, em setembro, a segurança em torno dos 64 mil estabelecimentos escolares do país foi reforçada, com a mobilização de mais de 3 mil reservistas.

O tiroteio acontece a menos de 40 dias das eleições presidenciais, nas quais Marine Le Pen, da extrema-esquerda, parte como favorita no primeiro turno. Também aconteceu horas depois da explosão de uma carta-bomba no escritório do FMI em Paris, que foi caracterizado como um atentado pelo presidente francês François Hollande.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, também emitiu um comunicado condenando o que chamou de ato de violência. Segundo as primeiras informações, a vítima é uma assistente da direção, que teria ficado ferida nas mãos e no rosto depois de abrir uma carta-bomba. Os funcionários foram retirados das instalações por medida de proteção. A procuradoria antiterrorista abriu uma investigação por tentativa de assassinato em um ato terrorista. 

A França já vivenciou ataques a suas escolas. Em 2012, Mohamed Merah, um extremista de 23 anos, matou três crianças e um professo em uma escola judia da cidade de Toulouse (sudoeste).


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