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Viver com Saúde

Sedentarismo e excesso de peso são fatores de risco para câncer na tireoide

Em 2016, quase 7 mil brasileiros foram diagnosticados com a doença
Divulgação
A obesidade como fator de risco para contrair o câncer de tireoide, que afetou quase 7 mil brasileiros em 2016, é algo novo na medicina e alerta quem está ligado diretamente ao tratamento oncológico. É o caso da responsável pelo setor de Tireoide do Centro de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre, a endocrinologista Eveline Morsch. Ela explica que apesar de não ser o principal fator de risco, no ano passado a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), publicou uma revisão de mais de mil estudos. Nesse material, estudiosos conseguiram constatar que a obesidade pode estar entre as causas do câncer de tireoide, assim como de outros tipos de tumores. “É um dado novo, mas essa revisão demonstra a relação da obesidade como possível causa do câncer de tireoide. O excesso de peso, principalmente a obesidade, gera inflamação crônica e altera o funcionamento de vários órgãos do corpo, incluindo a tireoide”, diz.
Segundo a especialista no tema, na prática a incidência de obesidade vem aumentando e é preocupante. “Apesar de os principais fatores de risco para o câncer de tireoide serem outros (histórico familiar, radioterapia no pescoço na infância, sexo feminino), o excesso de peso está cada vez mais presente na vida dos gaúchos”, ressalta. Ela lembra que o Estado, por ser mais frio, pode levar a uma alimentação mais calórica, influenciando nessa doença.
No Brasil, o número de pessoas com sobrepeso ultrapassou os 52%. Nessa porcentagem a faixa etária que mais corre riscos está entre 45 e 64 anos. E do total de obesos, 18,2% são mulheres.
Por conta do ganho de peso, além deste tipo de câncer, a última avaliação também atribui o aparecimento de outros tipos: estômago, fígado, vesícula biliar, pâncreas, ovário, meningioma e mieloma múltiplo.
“Outro indicador importante é que a doença acomete cinco vezes mais mulheres do que homens”, ressalta Débora Danilovic, Médica da Unidade de Tireoide do Laboratório de Endocrinologia Celular e Molecular (LIM 25) da Faculdade de Medicina da USP.
"Sou feliz porque estou viva"
A declaração é da dona de casa, Lídia Modesta de Oliveira Kunrath Konzen, 61 anos. Em janeiro, a moradora do bairro Guarani, em Novo Hamburgo, completou três anos da cirurgia de retirada de carcinoma de tireoide com invasão traqueal. Tudo começou por causa de uma tosse. Ela foi ao pneumologista que a encaminhou para médico de cabeça e pescoço. Com exames feitos, a doença foi confirmada. Agora, Lídia cuida mais da alimentação, toma medicamentos, faz exames e pratica caminhadas. A depressão até aparece. “Eu mudei bastante após a cirurgia, sinto medo e tenho tonturas, mas tenho esperança e fé”, desabafa. Embora a doença tenha afetado a voz da soprano do Coral 25 de Julho, fazendo com que passasse a ser baixo, uma vez e outra a família a ouve cantarolar pela casa.
Susi Mello/ GES-Especial
Lídia, com a filha Ana, de olho na alimentação
Lídia se enquadrada em alguns dos fatores de risco do câncer de tireoide. Sua mãe teve câncer de pulmão e Lídia estava com pelo menos 10 quilos acima do peso quando descobriu a doença. “Eu sempre tive um problema: gostar de comer e ainda gosto, mas com a retirada do câncer, eu luto para não engordar”, diz a devota de Nossa Senhora de Fátima, cuja imagem ganha um espaço especial na sala.
A filha de Lídia, a assistente de autorizações, Ana Leticia Konzen, 35, ressalta a competência dos médicos antes e após a cirurgia, onde descobriu-se que o câncer era maligno. Ana só tem a dizer: “os médicos salvaram a vida dela”.
O que é tireoide?
A tireoide é uma glândula localizada próxima à garganta que produz e libera hormônios que contêm iodo, triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4), responsáveis por regular a função de diversos órgãos, auxiliando no crescimento e equilíbrio metabólico do organismo.
Para a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), 60% da população brasileira terá algum nódulo ao longo da vida, e cerca de 5% desses serão cancerosos. A presença de nódulos benignos na tireoide não é anormal, no entanto, é necessário ter atenção. Apesar da frequência com que os nódulos são identificados no dia a dia clínico, dois fatores chamam a atenção: o sobrepeso e o gênero.
Como tratar
Apesar de ser uma doença com progressão lenta, o diagnóstico precoce é essencial para combater o câncer. Na maioria dos casos, os pacientes diagnosticados ainda na fase inicial e com acesso ao tratamento correto conseguem minimizar impactos no seu bem-estar. Além da palpação do nódulo, sintomas como dificuldade de engolir, problemas respiratórios, inchaço na região do pescoço, rouquidão e alterações na voz são sinais de alerta que acompanham a doença.
Quando diagnosticado, o tratamento se dá pela cirurgia para a retirada da tireoide e, posteriormente, com a reposição de seu hormônio, que substitui a glândula ao longo da vida. Em alguns casos, além da cirurgia, o tratamento é complementado por terapias com iodo radioativo.
Nos tipos mais agressivos e estágios mais avançados da doença, com metástase, as lesões podem ser resistentes a esses tratamentos e não respondem bem a quimioterapia. O paciente tem como opções o tratamento com sorafenibe, aprovado pela ANVISA, que inibe o crescimento do câncer e reduz a formação dos vasos sanguíneos que o nutrem, ou a participação em estudos clínicos que investigam novos agentes terapêuticos.
A presença de um nódulo na tireoide normalmente não indica um câncer. Entretanto, a ocorrência de nódulo tireoidiano em pacientes com história de irradiação prévia do pescoço ou história familiar de câncer da tireoide é mais suspeito. Da mesma forma, a presença de nódulo tireoidiano, associado à presença de linfonodomegalia cervical (gânglios linfáticos aumentados no pescoço) e/ou ao sintoma de rouquidão, podem indicar um tumor maligno. (Fonte: INCA)
Mudança de hábito
Escolher um estilo de vida saudável
Todos podem tomar medidas para reduzir o risco de câncer ao escolher opções saudáveis, como não fumar, praticar atividades físicas, consumir alimentos e bebidas saudáveis e reduzir a exposição à radiação ultravioleta.
Manter o peso adequado
Estar acima do peso aumenta as chances de desenvolver câncer. Por isso, é importante controlar o peso por meio de uma boa alimentação e manter-se ativo. Cerca de um terço de todos os casos de câncer podem ser evitados com alimentação saudável, manutenção de peso corporal adequado e atividades físicas.
Ter uma alimentação saudável
A alimentação deve ser variada, equilibrada e saborosa, além de respeitar a cultura e proporcionar prazer e saúde. Frutas, legumes, verduras, cereais integrais e feijões são os principais alimentos protetores. Comer esses alimentos diariamente pode evitar o desenvolvimento de câncer.
Praticar atividade física
A atividade física consiste na iniciativa de se movimentar, de acordo com a rotina de cada um. Você pode, por exemplo, caminhar, dançar, trocar o elevador pelas escadas, levar o cachorro para passear, cuidar da casa ou do jardim.
Evitar exposição solar das 10 às 16 horas
Caso não seja possível evitar a exposição ao sol, use chapéu, guarda-sol, óculos escuros, camisas de manga longa e filtro solar durante qualquer atividade ao ar livre. Procure áreas de sombra, que podem ser desde árvores até edificações, como marquises. Áreas de sombra reduzem em até 50% a intensidade das radiações UV.
Criar ambientes saudáveis
Escolas e locais de trabalho têm papéis importantes na prevenção do câncer. Ambos podem promover uma cultura de saúde ao oferecer refeições nutritivas e tempo para lazer e atividade física. Empregadores podem oferecer espaços com sombra para evitar a exposição solar de seus funcionários.

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